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13.12.08

Do beijo ao sonho

Você me beija e meu corpo extremecido se excita,
O desejo cresce enquanto a caminho de casa segues.
No sonho, teu corpo nu em movimentos no meu se ergue,
Acordo aceso de tesão sem querer te perder de vista.

6.12.08

No banco do parque

Na calçada do parque pernas deslisam gordas ou magras, cobertas ou nuas
Em caminhada ligeira,
Movimentam-se apressadas pelas paisagens das estreitas ruas.
No banco tudo aprecio:
O canto dos pássaros, o verde das folhas, os rastros da vida minha e sua.

Amarras

As amarras que me atam a você vai do cheiro as aventuras da vida.
Nessas quero nó cego, fechado com cadeado sem chaves,
Tê-la comigo amarrada por desejos e prazeres incontidos,
Quebrando aquelas que impedem a vida boa sem tremores e fases.

8.11.08

Rio verde

Depois de corridas e andadas
Só queria matar minha sede
Bebendo o que fora de água
Desse rio caudaloso e verde.

Marcas envoltas

Do teu corpo carrego o sabor da tua boca
O cheiro suave, quase infantil da tua pele
E o concentrado da sua vagina imberbe.
As marcas dos desejos que nas entranhas ferve
Dão sentido a uma paixão que não é pouca.