Hoje acordei com vontade de te dar uma flor
Mas, como seria dar uma flor a outra bela flor?
A rubra, trocaria o perfurme e mudaria de cor
A branca, pintaria as pétalas com desejo de amor
E eu, extasiado pelos cheiros por elas exalados,
Cerro as pálpebras e vejo teu rosto nas rosas de olhos vidrados.
Breves poemas e outros recados, geralmente escritos e enviados em trânsito, nos curtos intervalos que nos oferece um cotidiano barbarizado.
18.5.07
5.5.07
Cego de amor
Tua pele macia
Teu corpo envolvente
Teus lábios anunciam
Desejos ardentes
Eu cego de guia
De amor indormente.
A tarde desisti de andar, preferi sentir no rosto as fracas lufadas de ar que vem do oceano deslizando sobre águas escuras, onde mistérios se revelam e se escodem num jogo parecido com a paixão dos homens por raras criaturas. Não sei donde vem essa energia que renova vidas e nos manda pra frente, mas sei que essa magia só se revela quando amamos belas mulheres.
Teu corpo envolvente
Teus lábios anunciam
Desejos ardentes
Eu cego de guia
De amor indormente.
A tarde desisti de andar, preferi sentir no rosto as fracas lufadas de ar que vem do oceano deslizando sobre águas escuras, onde mistérios se revelam e se escodem num jogo parecido com a paixão dos homens por raras criaturas. Não sei donde vem essa energia que renova vidas e nos manda pra frente, mas sei que essa magia só se revela quando amamos belas mulheres.
28.4.07
Tempestade
Desejos ardentes
Acordei a noite, mas acordei gostoso, com as sensações que me invadem quando estou pertinho de você. Quero você pra mim e quero ser só seu e pronto. Aí passariam todas minhas crises, não sei viver paixão à distância. Não só cuidarei de você mas terei toda paciência que precisar para que possamos estar juntos porque te amo. Adoro em você certas qualidades que tão intensamente a diferencia de outras.
Desejo ardente
Ao sabor de um vinho macio
Num tumulto de donzelas em cio
Na conversa chata de alguns parentes
Está com você meu amor, é meu desejo ardente
Liberdade
Quando estou inspirado a poesia me libera
Quando não, um certo sofrimento impera
São vastos os caminhos para felicidade. Para uns, os vivos-mortos, que se perderam no emaranhado desses caminhos, uma ilusão. Para mim uma luz a brilhar no horizonte da qual nos aproximamos e nos distanciamos sem nunca alcança-la. Mas ela existe e podemos dela nos aproximar. Você, a sua energia, me mobiliza nessa busca incessante que jamais quis fazê-la sozinho. Você é uma pessoa encantadora.
Desejo ardente
Ao sabor de um vinho macio
Num tumulto de donzelas em cio
Na conversa chata de alguns parentes
Está com você meu amor, é meu desejo ardente
Liberdade
Quando estou inspirado a poesia me libera
Quando não, um certo sofrimento impera
São vastos os caminhos para felicidade. Para uns, os vivos-mortos, que se perderam no emaranhado desses caminhos, uma ilusão. Para mim uma luz a brilhar no horizonte da qual nos aproximamos e nos distanciamos sem nunca alcança-la. Mas ela existe e podemos dela nos aproximar. Você, a sua energia, me mobiliza nessa busca incessante que jamais quis fazê-la sozinho. Você é uma pessoa encantadora.
27.4.07
Ao amanhecer
Os pássaros ensaiam as notas do canto nos primeiros sinais do dia
Ainda sonolento levanto, vou ao banheiro e curto com alívio a bexiga que se esvazia
Na cozinha tomo um gole d'água e me perco para o mundo olhando
Volto à cama, deito no escuro e me acaricio em você pensando
Lá no fundo o bem-ti-vi clarea o dia com seus gritos estridentes
No entanto não deixo de pensar no curto tampo da gente
Quero acordar ao seu lado, sentindo o seu corpo nu de amante displicente.
Ainda sonolento levanto, vou ao banheiro e curto com alívio a bexiga que se esvazia
Na cozinha tomo um gole d'água e me perco para o mundo olhando
Volto à cama, deito no escuro e me acaricio em você pensando
Lá no fundo o bem-ti-vi clarea o dia com seus gritos estridentes
No entanto não deixo de pensar no curto tampo da gente
Quero acordar ao seu lado, sentindo o seu corpo nu de amante displicente.
22.4.07
A partida
17.4.07
Corpo expichado
Nessa cama tão comprida
Está meu corpo expichado
Que reclama pr'outro lado
A tua ausência sentida.
Está meu corpo expichado
Que reclama pr'outro lado
A tua ausência sentida.
Fogo que queima
14.4.07
Notícias
10.4.07
Desencontros
Não te ver suavemente deslizando
Entre gôndolas de frutas e verduras
Não sentir teus abraços de braços delicados
E o sabor de tua boca que do tédio me cura
Mesmo em domingos ensolarados
A tristeza da manhã a tarde perdura.
Entre gôndolas de frutas e verduras
Não sentir teus abraços de braços delicados
E o sabor de tua boca que do tédio me cura
Mesmo em domingos ensolarados
A tristeza da manhã a tarde perdura.
9.4.07
Todas as mulheres
Vento
Vento que sopra as folhas
Vento que sopra as ondas
Assanha os cabelos dela.
Desliza pelo seu corpo
Apalpa sua barriga
Sussurra em seus ouvidos
Os meus desejos por ela.
Vento que sopra as ondas
Assanha os cabelos dela.
Desliza pelo seu corpo
Apalpa sua barriga
Sussurra em seus ouvidos
Os meus desejos por ela.
Miragem
Quando o sono num galope bater em sua porta
Diga-lhe com quem hoje desejas dormir
Minhas pálpebras pesadas já não suportam
Olhar de lado e sua imagem fluida sumir.
Diga-lhe com quem hoje desejas dormir
Minhas pálpebras pesadas já não suportam
Olhar de lado e sua imagem fluida sumir.
5.4.07
Cheiro de terra
11.3.07
O banco
10.3.07
Desejos

O amor é algo fantástico e raro. Não se encontra em prateleiras de supermercados nem na vulgaridade da vida, mas entranhado em nossa intimidade. Quando a gente descobre não deseja mais largar.
DESEJOS
No teu rosto esguio em teus seios fartos,
Nos teus olhos fundos em teu corpo parco,
Na tua boca úmida na tua vagina em-barco,
Desliza a energia dos meus desejos faustos.
DESEJOS
No teu rosto esguio em teus seios fartos,
Nos teus olhos fundos em teu corpo parco,
Na tua boca úmida na tua vagina em-barco,
Desliza a energia dos meus desejos faustos.
19.2.07
10.2.07
Marginal
Entre Plaza e Anaconda um vento frio sacode a vela
E empurra o barco em direção ao Apocalipse.
Os tambores agonizantes anunciam Anna Pegova
Que num Extra se veste de bandeirantes.
Oh, garotas errantes!
Da estação primeira
Ao inferno sem caldeira, preferem Villa Daslu.
Navegamos lento em busca do Pacaembu.
No delta cozinho um Galo
Enquanto esperamos os Vikings.
Ah, Amor! Assim suspira Ana Luiza
A Altero baixinho pra não acordar Artur.
E empurra o barco em direção ao Apocalipse.
Os tambores agonizantes anunciam Anna Pegova
Que num Extra se veste de bandeirantes.
Oh, garotas errantes!
Da estação primeira
Ao inferno sem caldeira, preferem Villa Daslu.
Navegamos lento em busca do Pacaembu.
No delta cozinho um Galo
Enquanto esperamos os Vikings.
Ah, Amor! Assim suspira Ana Luiza
A Altero baixinho pra não acordar Artur.
1.2.07
Avenida
O sol ilumina o verde-folha que se derramam na larga avenida
Em fila carros arrastam-se contorcendo-se como serpentes ondulantes
Nos cruzamentos sinais cortam os movimentos errantes
Meus pensamentos flutuam na busca de quem me faz gostar da vida.
Em fila carros arrastam-se contorcendo-se como serpentes ondulantes
Nos cruzamentos sinais cortam os movimentos errantes
Meus pensamentos flutuam na busca de quem me faz gostar da vida.
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