26.1.09

Cheiros

O cheiro do parque, realçado pelo cheiro da terra molhada,
Tem o cheiro da tua vagina excitada,
Do hálito quente da tua boca na minha escancarada.
Trazes no corpo marcas selvagem da natureza indomada.

Banco

Banco da praça, banco do parque ,
Banco das nossas dores de cabeça,
Banco à vista escupido com arte,
Sentado espero que a amada apareça.

Em transe

O calor da febre que aquece-me o cérebro
Em delírios fautos transforma o pensar,
Arrancando-me da monótona existência
Exige de mim pro mundo um novo olhar.

Tempo

Quando a fadiga acariciar-nos o corpo
Com grandes e afiadas garras,
A vida, um breve e tumultuado sopro,
Tardara soltar o amor das amarras.

Eu

Das estranhezas da vida
Às sensações do prazer
Das histórias divididas
Às lutas por um novo ser.

Convite

Se for não volto
Se ficar não vou
Por nada troco
Delícias do amor!

Disperso

Quero ler mais não posso
Os livros não me atém,
Desejos meu corpo roçam
Longe olhar que me retém.

28.12.08

Meu prazer

Se tu segues eu te persigo
Se tu paras olha eu contigo
Se tu pedes não me castigo
Meu prazer é tê-la comigo.

27.12.08

Agonizante

O verde-musgo colore o extenso tronco tombado
Expondo a ferida na base pelo vento rasgada
Frondosa copa espalha-se pela terra molhada
Como vasta verde cabeleira da mulher amada.

Na casa

A tua rota segui
A chuva a salpicar,
Na casa, para eu quiz
Desejo não fez faltar.

Lembranças de certo dia
Meu corpo a palpitar,
Carinhos de tu queria
Carinhos quero te dá.

Sem título

O amor um belo passe
em tela,
Se o jogo é no campo
emperra.

Movimentos

Apreciar com o olhar fixo em seu abdomen
Os movimentos suaves de seu corpo nu,
Formam-se imagens que o tempo não consome
Que me seguem como passáros em céu azul.

Palavras

Palavras sem controle do pensado
No vazio do papel vão se arrumando,
Enfileiram-se em espaço alterado
Como corpos desejosos se esfregando.

13.12.08

Do beijo ao sonho

Você me beija e meu corpo extremecido se excita,
O desejo cresce enquanto a caminho de casa segues.
No sonho, teu corpo nu em movimentos no meu se ergue,
Acordo aceso de tesão sem querer te perder de vista.

6.12.08

No banco do parque

Na calçada do parque pernas deslisam gordas ou magras, cobertas ou nuas
Em caminhada ligeira,
Movimentam-se apressadas pelas paisagens das estreitas ruas.
No banco tudo aprecio:
O canto dos pássaros, o verde das folhas, os rastros da vida minha e sua.

Amarras

As amarras que me atam a você vai do cheiro as aventuras da vida.
Nessas quero nó cego, fechado com cadeado sem chaves,
Tê-la comigo amarrada por desejos e prazeres incontidos,
Quebrando aquelas que impedem a vida boa sem tremores e fases.

8.11.08

Rio verde

Depois de corridas e andadas
Só queria matar minha sede
Bebendo o que fora de água
Desse rio caudaloso e verde.

Distância

Olhando para além do túnel do tempo
Suaves imagens vagueiam de teu corpo nu
Desejos fluem em meu corpo tenso
De uma vida boa nas paragens Sul.

Marcas envoltas

Do teu corpo carrego o sabor da tua boca
O cheiro suave, quase infantil da tua pele
E o concentrado da sua vagina imberbe.
As marcas dos desejos que nas entranhas ferve
Dão sentido a uma paixão que não é pouca.

7.9.08

No Shooping

Um som flauta bem distante
Meninas enxeridas como dantes
Um bem estar quase delirante
Ao sentimo-nos grandes amantes